MECENATO É COOL E AINDA BEM QUE ALGUMAS MARCAS DE MODA JÁ PERCEBERAM ISSO

Dizem que, há pouco mais de dois mil anos, Caio Mecenas soprava no ouvido do imperador Otávio Augusto sobre a importância de se fomentar as artes, em favor da manutenção de uma boa imagem pública.

Assim, desde então, governos ou iniciativas privadas começaram a praticar esse ato que – apesar de ser nada altruísta, pois em 99,9% das vezes trata-se de parte do business da empresa ou pessoa física – benefecia largamente o artista, favorecendo a divulgação e a manutenção de seu trabalho.

Na moda, marcas de peso também se antenaram para essa estratégia e fizeram ainda melhor: assumiram a arte como valor empresarial e hoje atuam de maneira bem concreta, criando fundações que abrigam os trabalhos de artistas contemporâneos, jovens ou veteranos.

É o caso da Fondazione Prada, em Milão, o L´Espace Culturel Louis Vuitton em Paris, ou o Museo Gucci em Florença, que desenvolvem belíssimo trabalho de valorização de obras de arte em espaços dedicados exclusivamente para esse fim (ou, no caso da Gucci, trata-se de um lugar onde encontra-se o acervo da marca + arte contemporânea).

Além disso, com frequência projetos colaborativos com artistas no desenvolvimento de vitrines são executados, displays de venda nas lojas, cenários de desfiles, ou mesmo em partes da própria coleção das marcas. De diversas formas a arte está intrinseca na imagem dessas labels.

Parceria com Yayoi Kusama foi anunciada para esse ano pela LV - Imagens reprodução.

A Marni desenvolve uma magazine online de cair o queixo, chamada ANTICAMERA, um projeto ultra-concept resultado do MARNI_LABcoletivo que representa essa ânima artística da marca – e também sempre conta com colaborações para desenvolver o conceito de suas coleções. A da vez é Christiane Beer.

Christiane Beer, devidamente montada num look Marni - é a parceira artística da vez, na marca. Gif via Anticamera

Vale lembrar que, no Brasil, leis de incentivo à cultura dão uma forcinha para aquelas marcas que estão a fim de praticar o mecenato. Atualmente a iniciativa é infinitamente mais bem vista pelos consumidores do que ficar reciclando lixo – prerrogativa para qualquer empresa decente – e que já não “vale” mais como ação de marketing, né?

Mag artsy ultra-cool da Marni - não dá mais para ficar só reciclando lixo...

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