#FASHIONTECH BERLIM

2015-01-22 01.57.44 am

A conferência #FASHIONTECH, que teve lugar em Berlim na terça-feira (20), é uma plataforma de lançamentos de ideias e modelos de negócios que irão influenciar como a moda é desenvolvida, produzida, financiada, distribuída e negociada. O evento faz parte da Berlin Fashion Week que terminou hoje, sexta-feira, dia 23 de janeiro.

Painéis, mesas redondas e workshops falaram sobre wearables, smart shopping e business digitais para o mundo da moda. Criativos e experts em tecnologia pensando sobre como a moda vai ser no futuro.

A Wired alemã fez uma lista das 10 tendências que serão a “cara” das roupas que vamos vestir  em breve, a saber:

1 • A moda no futuro não é só bonita, mas uma ferramenta high-tech para o seu dia a dia. Braceletes e óculos são apenas o começo das tecnologias vestíveis que ainda vão sacudir esse mercado. Vestidos de festa que se tornarão telas de exibição de mensagens de Twitter, por exemplo, anéis que te mostram chamadas não atendidas. Mas melhor do que isso são os experimentos com roupas que filtram o ar ou aquelas que regulam a temperatura corporal de acordo com o ambiente. De verdade mesmo.

2 • Softwares para wearables são “the next big thing” – para ficar de olho. Thomas Andrae da 3M afirma que sem um software, as roupas do futuro não tem razão de ser. Investidores estão, portanto, de olho em desenvolvedores de soluções que irão dominar esse mercado no futuro. Andrae aponta que a próxima Silicon Valley será, talvez, Berlim. Na lista de cidades-irmãs estão Boston e Tel Aviv.

3 • A tecnologia se tornará invisível – sem fios ou baterias. A tecnologia tem de ser sutil nos wearables para atingir a massa. O pesquisador Fabian Hemmert, do Design Research Lab de Berlim, espera que esse tipo de tecnologia esteja no nosso background, mergeando-se de forma tão plena às roupas que o smartphone já não será mais necessário. Alguns designers já experimentam fios condutores, assim os eletronicos podem ser costurados diretamente nos tecidos.

4 • A indústria da moda e a da tecnologia se tornarão concorrentes e formarão novas alianças. Anita Tillmann, chefe da Premium, afirma que no futuro mais e mais empresas de tecnologia vão comprar marcas de moda e distribuidoras, ou competirão diretamente com elas. Não à toa, várias empresas de tecnologia já adquiriram seu metro quadrado na 5ª Avenida de NY – que é notoriamente conhecida pelas casas de moda. E muitas inovações no campo da interseção entre a moda e a tecnologia vão sair de laboratórios independentes, de comunidades hackers ou de estúdio de artistas, designers e especialistas em tecnologia.

5 • Especialistas em tecnologia e estilistas terão de encontrar uma linguagem em comum. Os objetivos dos “nerds” produtores de tecnologia são diferentes dos designers de moda. Para se ter uma ideia, segundo a especialista em wearables Lisa Lang, o Google Glass teria um approach totalmente diferente caso tivesse sido projetado por um designer. É como se tivesse faltado o fashion factor. Ao mesmo tempo, é sabido que falta a muitos designers de moda conhecimento em diferentes tipos de tecnologia. É por isso que plataformas como a #Fashiontech são tão importantes.

A moda biotecnológica de Amy Congdon – Coleção outono-inverno 2082 “Bio Nouveau”.©Reprodução.

6 • O tecido do futuro será criado em laboratórios – e podem chamar de biotecnologia. Campo que inspira designers como Amy Congdon, na pesquisa de materiais inovadores. Bactérias e células incluídas. Essi Johanna Glomb e Rasa Weber do estúdio berlinense Blond&Bieber utilizam agentes que são responsáveis pela mudança de cores das algas – e que serão também, das roupas.

7 • O digital torna o design independente da produção – os estilistas podem estar em qualquer parte do mundo e colaborar com diversos colegas ou projetos. Com as projeções de Realidade Aumentada e a possibilidade de se produzir protótipos em 3D em tempo real, antes de se mandar a peça para a produção em série, não importa se ela esteja em Berlim ou Tóquio.

8 • Com uma impressora 3D todos poderão ter as suas próprias marcas, já que elas simplificam o processo e os custos.

9 • Os grandes desfiles terão as redes sociais como aliados na divulgação das novas tendências, pois os designers poderão provar a aceitação de cada produto quando ele ainda nem foi produzido, ainda no protótipo 3D. 

10 • A massa faz parte do sucesso – o crowdfunding ajuda, não só financeiramente, as startups a realizarem seus projetos. Não é só pelos 20 centavos. É também um termômetro de mercado.

Anúncios

One thought on “#FASHIONTECH BERLIM

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s