ESTILISTAS USAM CANETA 3D EM WEARABLE

Na vida, às vezes é preciso olhar duas vezes para poder enxergar.

Em colaboração com a  3Doodler, empresa produtora da caneta que “desenha em 3D”, o estúdio de moda Shigo, baseado em Hong Kong, desenvolveu um projeto que encontra o universo do 3D em tecido plano, numa forma diferente de se usar o gadget que há tempos circula pelas timelines web afora.

Ou vai dizer que você também não compartilhou o vídeo da tal caneta 3D, quando viu pela primeira vez?

As ferramentas estão no mundo, assim como Shigo pensou numa alternativa para utilizar o gadget, existem outras por aí para transformar nossos projetos em propostas muito mais interessantes.

Blue Steel and Diamons & Pearls é um vestido que usa como base um print comum em tecido como molde para a caneta 3Doodler entrar em ação – o estúdio Shigo escolheu uma pattern baseada em conchas para dar vida à wearable. O resultado é quase uma “armadura” em renda 3D, com fechamento lateral com duas fivelas, facilitando a vestimenta da peça.

Imagens ©Reprodução.

Shigo remixa peças urbanas com tecnologias contemporâneas, renovando a estética tradicional das peças do dia a dia. Quem assina pela marca são os estilistas David Chang e Kiwib Wong.

A 3Doodler usa um filamento flexível semelhante aos utilizados pelas impressoras 3D e atualmente existem três versões bastante acessíveis da caneta: uma para crianças, uma standard e uma profissional – para entrar já no estojo de desenho 4.0 de estilistas e artistas.

SPEEDFACTORY: ADIDAS ACELERA NA LINHA DE FRENTE DOS SNEAKERS

Em Ansbach, na Bavária, a fábrica 4.0 de calçados também está sendo desenhada.

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“O futuro da manufatura pode ser sobre materiais diferentes ou produzir características e funções que nós não consideramos ainda. Mas também pode ser sobre novas tecnologias de produção e novas formas de engajar nossos consumidores e suas necessidades. Nos colocamos novas perguntas a todo momento, por exemplo, como ser mais rápidos e mais flexíveis, ou que tipo de legado ambiental podemos deixar?” Gerd Manz, Diretor de Inovação na Adidas.

O futuro da manufatura para o Grupo Adidas tem nome: Speedfactory. A empresa já aventa há dois anos a construção de uma fábrica que faz parte do programa nacional alemão “Autonomia para a Indústria 4.0”, contribuindo para realizar estratégias ligadas à alta tecnologia até 2020, com foco na nova era da produção em série de calçados.

Combinando as últimas novidades em tecnologia da informação e comunicação, produção industrial, materiais e produtos inovadores e disruptivos, com tecnologia e eficiência energética e sustentabilidade, a Speedfactory tem previsão para ter produção inaugurada ainda em 2017, em Ansbach, na Bavária.

Autonomia das máquinas através do cérebro humano

O objetivo da fábrica é impulsionar o desenvolvimento de sistemas autônomos de produção, estabelecendo a Alemanha como um líder industrial com tecnologias inovadoras baseadas na inteligência da rede. A Speedfactory é no fundo um projeto de pesquisa, cujos tópicos incluem logística de produção, tecnologias com base cognitiva, interação homem-máquina e aplicação industrial do 3D.

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A transformação da fábrica num ambiente configurado por robôs não quer dizer, numa visão mais ampla, que postos de trabalho serão suprimidos em função de tais máquinas. O operário (ser humano) do novo milênio não é mais especializado numa atividade específica, que será realmente executada dentro de pouco tempo apenas por robôs, de forma autônoma, como no caso da SpeedFactory. A solicitação será de um sujeito com conhecimento técnico e tecnológico voltado para a gestão dessas máquinas.

Briga das boas na Europa

No páreo, a Itália também se lança no jogo da indústria 4.0 e das novas tecnologias aplicadas ao Made in Italy, selo de ouro que endossa a tradição secular do trabalho artesanal, agora, com uma linha de frente que envolve ações desde a escola, com a formação de novo atores com background tecnológico para atuar nesse novo setor que começa finalmente a deslanchar. Na terra do Arduino, além do governo, pequenos, grandes empresários e artesãos reconhecem agora a importância de se introduzir o pensamento digital no universo da maestria manual, apontando a economia para o futuro.

Futurecraft 3D

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Com um tipo de sola impressa em 3D, configurada com base nas necessidades de uso de cada tipo de pessoa, o Futurecraft 3D da Adidas é um tênis de corrida que melhora a perfomance do atleta. Trata-se de uma cópia em carbono flexível da sua pegada, combinando o contorno dos pés com pontos de pressão, resultado de uma base de dados pessoal e scannerização. Produzido sob medida para a experiência vivenciada nas corridas de cada dia.

A Adidas afirma que esse terreno da série Futurecraft é calcado em muitas pesquisas, materiais inovadores e processos não menos inovativos, casando qualidade do artesanato e prototipação com as tecnologias da nova manufatura. Fast, raw and real – é o mote da abordagem de design da marca.

Num esquema de parceria open source com a Materialise, especializada em impressão 3D, a série Futurecraft inova, ainda, com esse tipo de visão colaborativa também na criação. O suporte da impressão 3D é um dos alicerces da Speedfactory, que já assina como a porta de entrada para o futuro da produção de sneakers.

Inovação, inovação, inovação: mas com sustentabilidade.

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Arquivos de impressão em 3D de calçados projetados e pensados remotamente, que chegam através da internet e são baixados para serem produzidos num ambiente mais limpo e ecológico, com menos agentes contaminantes do ar, do solo e da água, além das próprias pessoas que trabalham no espaço.

Almejando o posto de linha de frente da inovação, o Grupo Adidas não mede esforços em pesquisa e melhorias sustentáveis. Uma delas é o DryDye, tecnologia que elimina a necessidade de água no processo de tingimento. Outro é o Manufacturing Excellence Programme, estratégia que envolve todos os tipos de projetos do Grupo, visando otimizar a engenharia e a manufatura dos seus produtos.

Além da parceria com a Materialise, a BASF também é outra cooperação de base tecnológica na empresa, com o objetivo de trazer à tona inovações destinadas ao futuro da manufatura dos calçados, mais especificamente no caso da Adidas, dos sneakers que vamos querer usar no futuro.

Que é hoje.

IRIS VAN HERPEN É A CARA DO FUTURO DA COUTURE PARISIENSE

Moda, novas tecnologias e artesanato na nova Couture 2017 desfilada em Paris, muito bem representada pela holandesa Iris Van Herpen.

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©Team Peter Stigter

O seleto reduto de estilistas e marcas que participam da Alta Costura parisiense já não é mais o mesmo. Desde de que abriram as portas para a exploração da moda e sua relação com as novas tecnologias digitais, a semana ganhou um tipo de atmosfera avant-garde sem precedentes, nesse espaço que sempre esteve em contato com a tradição secular do refinado artesanato dos ateliers de Paris.

Iris Van Herpen é o nome da holandesa que tomou de assalto a Couture da Cidade Luz. Se antes o luxuoso passado das maisons era feito de quilômetros de tecidos finamente rebordados e bem talhados, hoje também se fala sobre o futuro do universo binário aplicado aos tecidos e materiais cada dia mais inovadores, ao menos quando os modelos criados pela designer riscam a passarela.

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©Team Peter Stigert

“Between the Lines” é a nova coleção primavera-verão 2017 apresentada por Iris Van Herpen, no último dia 23 de janeiro. A imperfeição dos sistemas e estruturas dos mundos físicos e digitais era o tema. Nesse universo onde a estética do erro tem sido discutida sob os mais diversos vieses, da arte, à moda, à publicidade e não só, Iris construiu padrões para, em seguida, distorcê-los ou desconstruí-los.

Espaços lineares e contrastes evidentes são a base para os materiais e patterns desenvolvidos para as peças que compõem a coleção, desafiando o espectador a ser “parte do sistema”, mas sempre consciente das suas falhas.

©Team Peter Stigter

Esther Stocker

Uma das coisas que Iris Van Herpen faz questão de ratificar em cada temporada são as colaborações, contaminações e hubs que estabelece, com artistas e profissionais de diversos segmentos.

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“Unlimited Space”, de Esther Stocker. Galeria de Arte Moderna, Roudnice nad Labem, 2013. © Reprodução.

Em “Between the Lines” foi a vez de celebrar a parceria com a artista Esther Stocker, italiana de Silandro atualmente baseada em Berlim, com passagem pelas Academias de Arte e Design de Viena, Brera (Itália) e Pasadena, na Califórnia. Sua estética foi transportada para a cenografia da passarela, provocando uma distorção visual e profundidade de campo geométrica, subvertendo o espaço e estabelecendo uma conexão linear que, na verdade, não existe.

Estética do erro

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©Morgan O’Donovan& Molly SJ Lowe

As distorções criadas por glitches formam a base do processo de criação de “Between the Lines”, construindo um cenário que evidencia a beleza da imperfeição em silhuetas e texturas, numa paleta minimal, nada daquele RGB oitentista dos glitches de vídeos que costumamos ver por aí.

©Morgan O’Donovan & Molly SJ Lowe

Novas técnicas e tecnologias

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©Morgan O’Donovan & Molly SJ Lowe

Novas técnicas e tecnologias incluindo tecidos em poliuretano (PU) pintados à mão com modelagem 3D da estampa através de injeção, além de finos tecidos Mylar expansíveis, cortados a laser, estudo criado em colaboração com o arquiteto Phillip Beesley.

Calçados

Com solado em cobre, em design concretista, os sapatos do desfile foram exclusivamente desenvolvidos com conceito criado em parceria com a designer de calçados Carolin Holzhuber. 

Reparem no gap entre o salto e a plataforma: mais uma referência à falha do sistema ao qual estamos expostos. E se analisarmos a altura proposta para os pisantes, a considerar a altura da queda de quem não estiver consciente dos erros contidos na Matrix.

Mind the gap!

©Reprodução.

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Ficha técnica de Between the Lines:

Styling: Patti Wilson
Casting: Maida Boina
Make-up: M.A.C. Pro Team
Hair: Martin Cullen
Music: Salvador Breed
including track 'The Statue' by Machinedrum
Collaborating artist: Philip Beesley
Creative consultant: Jerry Stafford
Collaborating installation artist: Esther Stocker
Shoes in collaboration with Carolin Holzhuber
Press release: Eugene Rabkin & Jerry Stafford
Show direction: Kim Vos & Michelle den Hollander | Bdifferent
Show production: SixUp Paris | N6
Light design: Stefan Prokop & Pol van Veen | Jurlights
Video registration: Fabrice Daville | Premices Films
Backstage video: Ryan McDaniels
Frontstage photography: Team Peter Stigter
Backstage photography: Morgan O'Donovan & Molly SJ Lowe
Special Thanks to:
Fédération Française de la Couture
Warren Du Preez & Nick Thornton Jones
Illustration booklet | Alla Polozenko
Davy Hezemans | Spice PR
Debby van Geffen

UMA WEARABLE EMPODERADORA

E se a tecnologia e o design pudessem nos ajudar a continuar nos movimentando e participando física, social e emocionalmente dos acontecimentos mundo afora, mesmo depois dos 80, 90 anos?

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Com previsão de lançamento comercial em 2018, a Aura Powered Clothing™ foi anunciada como uma importante inovação em wearables, destinada às pessoas com idade avançada.

Até o momento, o design esteve a serviço desse público apenas com o intuito de tornar as atividades domésticas mais simples, resumindo-se aos cuidados dentro de casa. O objetivo da Superflex – uma start-up nascida no Robotics Lab do Stanford Research Institute, em Palo Alto -, ao criar a wearable Aura, era tornar mais fácil e possível a vida das pessoas idosas também ao ar livre, promovendo mais autonomia e liberdade de movimento.

Assim, em parceria com o Fuseproject – uma espécie de hub multidisciplinar com sede em NY e San Francisco, fundado por Yves Béhar -, foi possível desenvolver um design que “empoderasse” de certa forma esse público, habilitando-o novamente a conduzir atividades antes restritas pela limitação física, causada pela perda de massa muscular com o passar dos anos. O resultado é uma underwear desenvolvida para ser vestida debaixo das roupas comuns, fortalecendo a estrutura muscular dos usuários.

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No que consiste a tecnologia associada à Aura

Apresentada pela primeira vez na mostra New Old, de 12 a 17 de janeiro de 2017, no London Design Museum, a wearable Aura Powered Clothing™ explora o potencial do design aplicado à melhoria das experiências da nossa vida com idade avançada, atuando na dificuldade de movimento causado pela fraqueza muscular, perda de equilíbrio e coordenação.

Com motores, sensores e inteligência artificial incorporados a um tecido leve e flexível, a wearable oferece ao usuário suporte para o tronco, quadris e pernas. A peça reage ao movimento natural do corpo, acrescentando energia muscular para completar naturalmente a força de levantar-se, sentar-se e permanecer de pé.

A Aura Powered Clothing™ aumenta a habilidade de movimento do usuário e, segundo o Fuseproject, a tendência é melhorar cada vez mais a força muscular, o equilíbrio e a coordenação do indivíduo, já que a própria movimentação em si promove o desenvolvimento e manutenção dos músculos.

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Usando a biomimética, uma área da ciência que emula os padrões e estratégias da natureza, a configuração da peça é alinhada anatomicamente com a composição muscular de quem a usa. Com o máximo de conforto, a porção hardware de Aura é composta por motores, baterias e placas projetadas em pods hexagonais.

Esses pods são anexados a envelopes de tecido, que permite um movimento em três dimensões, possibilitando a expansão, contração e outros movimentos aleatórios do usuário. Isso ativa um sistema modular e escalável, que se adapta a diferentes necessidades musculares. Além disso, os pods podem ser removidos para a limpeza da peça.

Conforto, performance e estilo

Segundo os desenvolvedores, enquanto a tecnologia dentro dos pods é complexa, o tecido em si foi pensado para garantir funcionalidade à Aura. Para que ela consiga dar suporte aos movimentos do usuário, o tecido teria de ser forçosamente aderente e confortável ao mesmo tempo.

Por isso, na construção do próprio tecido existe uma faixa em V que se ajusta ao corpo e maximiza a ergonomia e suporte lombar. Enquanto o modelo apresentado na mostra New Old destaca a mecânica das conexões na peça – que em si já é super bonito – a wearable chegará ao mercado com esses elementos ainda mais integrados. O resultado, como afirmam os idealizadores, será uma peça ainda mais elegante, “escondendo” a tecnologia e a inteligência inerentes a ela. Garantindo o fator moda que pede o mercado, para se comercializar eficazmente as wearables.

Por trás da categoria “Powered Clothing” conduzida pela Superflex, além da inovação e facilidade de limpeza, estão a vestibilidade e acessibilidade no preço final, ainda não revelado. Também o compromisso de se desenvolver uma peça estilosa, ajudando a desestigmatizar um público associado a produtos de moda nada atrativos.

Sem limites

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Parte do processo de envelhecimento natural do corpo humano é a redução progressiva da nossa força física devido a uma significativa perda muscular (em termos de massa, força e qualidade do músculo), culminando na redução da nossa capacidade de realizar tarefas cotidianas.

Clinicamente, é possível perceber essa redução de força a partir dos 60 anos, com indivíduos saudáveis entre 70 e 80 anos apresentando perda de força física entre 20% e 40%. A massa muscular humana corresponde a 40% até 50% do nosso peso corporal total, por isso, a redução gradativa no tamanho e fibras musculares com a idade é considerada um dos principais limitadores de uma boa qualidade de vida para as pessoas que estão envelhecendo.

E já que estamos vivendo mais, por que não uma wearable para nos ajudar a viver melhor?

PROJETO JACQUARD: GOOGLE E LEVI’S LANÇAM WEARABLE TECH JEANS

Agora é sério: parceria entre Google e Levi’s numa wearable tech jeans , dentro do Projeto Jacquard, já tem data de lançamento.

2017 é o deadline para a jaqueta inteligente, batizada de Levi’s® Commuter™ Trucker Jacket, aterrissar no mercado. Desenhada para ciclistas urbanos, a peça possui a tal tecnologia Jacquard Google, integrada.

Mas o que é o Projeto Jacquard?

Se você ainda não ouviu falar do Projeto Jacquard do Google, vem cá se atualizar.

Trata-se de uma tecnologia que possibilita a integração de sistemas interativos de gestos e toques em qualquer tipo de tecido, usando teares industriais.

Objetos, roupas, móveis, enfim, qualquer tipo de superfície que tenha tecido pode agora ser transformada num dispositivo interativo. Massa, né? Lembra-se do LilyPad Arduino? A ideia do que é o Projeto Jacquard pode ser comparada a uma evolução daquele pensamento.

Como funciona

Para reduzir ao máximo a quantidade de “traquitanas” que uma wearable deveria ter de carregar para realizar suas sinapses eletrônicas inteligentes, os fios teriam de ser condutivos.

A estrutura do fio do Jacquard possui uma combinação de estruturas metálicas finíssimos com fibras naturais ou sintéticas, como algodão, poliéster ou seda, proporcionando tenacidade suficiente para que o fio possa ser tecido em qualquer tipo de tear industrial.

O resultado é um tecido esteticamente idêntico aos encontrados no mercado, with lasers, porém :)

A estrutura do Jacquard é o que faz com que uma peça comum torne-se uma wearable, nesse caso com tecnologia sensível a movimentos e toques. Com a parceria firmada com a Levi’s o feeling é esse, abaixo <3

Parada para a digressão, sim.

Lendo a respeito da nova mostra do Metropolitan Museum de NY, Manus Machina – Moda na era da tecnologia, tive várias surpresas interessantes, que vou contar no meu próximo artigo na Revista F. (previsão de lançamento para julho/agosto 2016).

Andrew Bolton, curador da mostra, decidiu não disponibilizar nenhuma wearable tech em Manus Machina pois, segundo a sua concepção, tratam-se, na maioria das vezes, de geringonças desprovidas de qualidade estética, da qual a moda está diretamente ligada.

Curiosamente, um vestido da coleção “Before Minus Now” (SS 2000), assinada por Hussein Chalayan, todo realizado em fibra de vidro e operado por controle remoto, revelando um leve tule em baixo da sua saia, encontra-se na mostra. Opa!

Não vou entrar em detalhes pois discuto o assunto melhor no artigo que vem por aí. A questão é que Google e Levis apresentaram para a mídia uma peça perfeita em termos estéticos e tecnológicos. Confira:

Mais detalhes

As áreas sensíveis e inteligentes podem ser localizadas na peça onde o estilista desejar.  Ainda, existe a possibilidade de criar grandes áreas interativas na superfície da peça, costurando um grid de sensores.

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Tudo foi engenhosamente desenvolvido para que a tecnologia fosse o mais discreta possível. Os fios condutores são anexados a circuitos pequenos como um botão. Essas mini-inteligências – como o Chip Curie ou o Lilypad Arduino – entendem o toque ou gestos, através de algoritmos inteligentes.

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As informações de toques ou gestos são capturados e transmitidos via wireless para smartphones ou outros dispositivos, controlando diversas funções, com conectar o usuário a serviços online, apps, ou funcionalidades do próprio telefone.

Com LEDs, haptics e outros tipos de outputs incorporados à peça oferecem sinais para o usuário – sim, agora seremos “usuários”também das nossas peças de roupa – integrando-o ao universo digital.

Ciborgues-fashion ou o quê? ;)